Seguindo com a Operação Mindfuck, vou transcrever algo que entrou como uma broca do Jaspion (lembra?) em meus miólos. É uma passagem do livro “O Homem e seus símbolos” de Carl G. Jung, psiquiátra suiço que curtia gastar onda interpretando os sonhos dos outros. Essa passagem foi escrita por um de seus 12 apóstolos, M. -L. von Franz.
Na passagem ele interpreta e chega a uma conclusão bacana a respeito do sonho de um homem que se devotara integralmente a libertar o seu país da ocupação estrangeira.
“O sonho (do homem em questão) indica que nos tempos atuais a verdadeira libertação só pode ter início com a transformação psicológica. Com que propósito vamos libertar a nossa pátria se, depois, não temos um alvo de vida significativo, nenhum objetivo pelo qual valha a pena ser-se livre? Se o homem não encontrar mais qualquer sentido em sua vida, não lhe faz a maior diferença dissipá-la sob um regime comunista ou capitalista. Só se ele puder usar sua liberdade para criar algo significativo é que vai valer a pena obter essa liberdade. É por isto que encontrar o sentido profundo da vida é mais importante para um indivíduo que tudo mais, e é por este motivo que o processo de individuação deve ser prioridade”
M. -L. von Franz
Se você é seguidor de algum ISMO, fica a dica: Não compre pacotes ideológicos fechados. O mundo não só é preto ou branco, bom ou mau, doce ou salgado, bicicleta ou carro, ateu ou cristão.
Mais ainda, o mundo não é só o que você vê, não é apenas EXTERNO. Apontamos o errado de fora, mas esquecemos de olhar para DENTRO. Como podemos mudar algo externo pra forma correta, se por dentro estamos também errados? “Quem fala de Revolução sem revolucionar primeiro a si mesmo carrega na boca um cadáver.” (Timóteo Pinto)
Reflitam, ABS.
Eu acho que é impossível uma pessoa ser completamente imparcial, mesmo um psicólogo fodão.
O que eu enxerguei nessa passagem foi um medo latente da mudança, de possíveis transfomações no ambiente em que ele vivia naquele período.
Um sujeito que teme o insucesso de algo que pode abalar seus paradigmas regentes, dos quais aparenta ter necessidade.
É sim uma boa cosntatação, mas ñ é, como você disse “preto no branco”. É algo proveniete de uma certa pessoa, em um certo luagar, em um certo momento, sob certas circunstãncias.
Concordo totalmente com sua opinião.
Vale uma pequena análise céptica nesse trecho:
“Se o homem não encontrar mais qualquer sentido em sua vida, não lhe faz a maior diferença dissipá-la sob um REGIME COMUNISTA ou SOCIALISTA. Só se ele puder usar sua liberdade para criar algo significativo é que vai valer a pena obter essa liberdade.”
As vezes -eu memsmo faço isso o tempo todo- busca-se tanto um significado oculto, que acaba sem se perceber o que está quase pulando em nossa cara.
talvez o consolo pra essa frustração antecipada dele seja que, um objetivo tão nobre quanto libertar a pátria, pode levar a vida inteira para ser alcançado, “ou melhor” talvez nunca se alcance, o que elimina o medo da frustração pós conquista. Rs!
Parabéns pelo blog, ta massa!
Abç!
Rapaz, foi esse parágrafo, em específico, que me levou a escrever meu texto sobre um neologismo, individuacionismo. Até me assustei ao ler teu post. Individuacionismo, isso sim seria um bom ativismo.
PS.: Estou praticando mindfucks e chaos magick no meu novo blog. Confere lá.
Cara, Tô ligado do seu blog. Aliás, to ligado de você maluco, conheci o Discordianismo através dos seus clássicos “Manual prático de delinquência juvenil” 1 e 2. Ari Almeida = ÍDOLO hehe.
Valeu pelo comment no blog rapaz! =)